A nova realidade política portuguesa: a maioria absoluta dos socialistas

O sol está brilhando para os socialistas portugueses depois de sua retumbante vitória nas eleições antecipadas de domingo. O partido do primeiro-ministro António Costa conquistou 117 dos 230 lugares disponíveis no parlamento e vai governar com uma maioria inesperada.

“É a vitória do bom senso e a continuidade das políticas que nos trouxeram até aqui. Quero acreditar que será mais um passo para a recuperação económica e social pós-pandemia”, explica um lisboeta. “Votei no PSD, o partido de centro-direita. Achei que os socialistas venceriam, mas nunca imaginei que teriam uma maioria tão grande”, disse outro homem. “Lamento que a extrema direita tenha conquistado tantos assentos, senão a vitória do Partido Socialista era bastante previsível”, disse uma mulher.

As últimas pesquisas sugeriram que os socialistas estavam empatados com o conservador Partido Social Democrata, que ficou em segundo lugar com 76 cadeiras.

Costa tem liberdade para administrar o Fundo de Recuperação, mas já teve contato com todas as partes, exceto a extrema direita. “A maioria absoluta não significa ter poder absoluto”, disse Costa após a vitória. “Isso não significa governar sozinho. É uma responsabilidade maior: devemos governar com e para todos os portugueses”.

Tanto o PSD da oposição como os ex-parceiros do governo socialista foram os perdedores. Enquanto sorri o Chega, o partido de extrema-direita, que se tornou a terceira força política do país.

Cooper Averille

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