a perseguição aos Yanomami continua

No coração do enorme Floresta Amazônica Brasileira encontra-se o grande assentamento do índios Yanomami.

É um território fronteiriço da Venezuela, onde vivem 27.000 almas e é tão vasto como Portugal.

Os Yanomami são adeptos da agricultura, da colheita e da caça, mostrando-se completamente autossuficientes nas profundezas da floresta em que se encontram. A região que os hospeda é, na verdade, Roraimaum estado brasileiro rico em vegetação e depósitos minerais que contêm, entre outras coisas, ouro e diamantes.

No entanto, é justamente a riqueza mineral da região que tem atraído o “garimpeiros”: mineiros ilegais que descem como cacos em territórios predominantemente indígenas para satisfazer sua busca incansável por ouro e outros materiais extremamente valiosos.

Eles não têm pena dos nativos e eles constantemente desfiguram seus arredores.

Os garimpeiros atacam constantemente os Yanomami. Eles fazem isso de propósito construir estradas ilegais para a passagem de seus veículos pesados ​​de grande porte e utilizando andaimes elevados ou linhas hidráulicas de alta pressão.

Eles têm muitos equipamentos de escavação especializados e os usam para estripar cada centímetro de sujeira. O que eles criaram é um domínio de depósitos minerais industriais que causam morte e doença entre a população indígena.

Os danos causados ​​pelos garimpeiros são realmente enormes e a poluição ambiental produzida ao longo dos anos é extremamente alta: os leitos dos rios são cheio de mercúrio e outras substâncias tóxicas; a malária e outras doenças infecciosas estão aumentando puxado para a população; o solo das áreas abrangidas pelas escavações está agora encharcado de hidrocarbonetos. Somente na década 2010-2020, atividades de mineração aumentaram 495%.

De acordo com um estudar UNICEFoito em cada dez crianças Yanomami sofrem de um estado de desnutrição gravíssimo que muitas vezes as leva à morte: seus corpinhos emaciados revelam completamente os ossos.

Nos últimos três anos, 570 crianças perderam a vida. O ministro da Saúde do Brasil também afirma que 14% dos Yanomami morreram de doenças ligadas à mineração. Pra complicar tudo até a pandemiaque meticulosamente se instalaram na comunidade e pioraram ainda mais a situação alimentar e sanitária.

O governo brasileiro acredita que o caso é umemergência de saúde. É por isso que o Presidente também interveio Luiz Inácio Lula da Silvaque visitou recentemente os territórios em questão para examinar de perto a difícil situação da população.

As intenções iniciais são as de organizar imediatamente instalações médicas nas aldeiaspara não forçar os nativos a se mudarem para as grandes cidades.

“O que vi em Roraima – disse o presidente – foi uma genocídioum crime premeditado contra os Yanomami cometido por um governo insensível ao sofrimento do povo brasileiro”, aludindo à política do ex-presidente Bolsonaro, que apoiava a mineração das áreas e até incentivava os garimpeiros.

No passado, Bolsonaro afirmou que os territórios sem litoral dos povos indígenas são “grandes demais”.

O presidente Lula insinuou novas medidas de apoio aos povos indígenas, anunciando com o ministro da Justiça brasileiro, Flavio Dino a abertura de uma investigação sobre os crimes de genocídio e crimes ambientais. Foi também aprovado um decreto que cria um comité de coordenação nacional para fazer o balanço da situação.

Sonia GuajajaraAtivista e Ministro dos Povos Indígenas — Ministério criado para o pela primeira vez na história do Brasil – expressou sua indignação por meio de um comunicado via Twitter: “Nossos parentes Yanomami estão enfrentando uma crise humanitária e de saúde. Não podemos deixá-los morrer de fome e desnutrição“.

A ministra, após visitar as regiões com o presidente Lula e o ministro da Justiça, anunciou sua intenção de concretizar a expulsão dos garimpeiros da região nos próximos três meses, afirmando que o assunto “é prioridade máxima” para o país.

Guajajara foi uma das primeiras figuras do governo a denunciar a dura vida dos índios brasileiros, especialmente os Yanomami, dada a opressão que sofreram durante anos.

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