Kaspersky, porque o antivírus russo pode representar um risco para a Itália

Não apenas gás e petróleo. Há outra dependência da Rússia que preocupa o governo. O da Moscow Technology (TODAS AS NOTÍCIAS SOBRE A GUERRA NA UCRÂNIA). O alarme foi dado por Franco Gabrielli, subsecretário da Presidência do Conselho responsável pela Segurança Nacional, que expressou preocupação com os sistemas antivírus produzidos pelos russos e usados ​​por nossas administrações públicas. “Devemos evitar – disse em entrevista ao Corriere della Sera – que de instrumento de proteção podem se tornar instrumento de ataque”.

Kaspersky, uso na Itália e os riscos

Gabrielli não menciona nomes, mas a referência é claramente à Kaspersky, um dos maiores produtores mundiais de soluções de segurança de TI para os setores público e privado. Nos últimos dias, por exemplo, a equipe Ferrari interrompeu sua parceria com a Kaspersky removendo o logotipo da empresa dos capacetes dos pilotos e de seu site. No público, por outro lado, mais de 2.000 entidades compraram software da empresa russa. Incluindo o Palazzo Chigi, a Farnesina e o Viminale. Do ponto de vista técnico, apontam os especialistas, os maiores riscos estão relacionados à possibilidade de o antivírus deixar passar deliberadamente um malware criado por Moscou, ou seja, um programa malicioso para dispositivos.

A resposta da Kaspersky às alegações

O CEO e fundador Eugene Kaspersky sempre reivindicou a independência de sua empresa. Para dar garantias, também criou data centers na Suíça, onde abriu centros de transparência onde governos e parceiros comerciais podem verificar a integridade dos códigos. Movimentos que vieram depois que a Kaspersky já estava no centro de tempestades geopolíticas. Em 2017, os Estados Unidos proibiram o software russo de redes civis e militares. A suspeita era de que espiões russos estivessem usando o Kaspersky para roubar informações do governo dos EUA. Essas também são acusações, sempre negadas por Eugene Kaspersky.

Kaspersky tweets sobre a Ucrânia

Na situação atual, porém, o número um da empresa limitou-se a dois tweets em que a Rússia nunca é mencionada: “A única coisa que podemos fazer nesta situação – escreve – é continuar a garantir o funcionamento dos nossos produtos e serviços em todo o mundo”.

Cooper Averille

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