Portugal: seca severa, cessação do uso de bacias hidrelétricas

Na primeira quinzena de fevereiro, a precipitação em Portugal foi de 7% da média dos últimos 30 anos. Uma seca severa atinge 91% do território do país.

O governo português já limitou o uso de reservatórios hidrelétricos para produção de energia, de forma a economizar água para agricultura e pecuária. Segundo cientistas portugueses, as chuvas no final do século serão 40% inferiores às de hoje.

Comissário da Agricultura da UE, Wojciechowski se opõe a ajuda extraordinária

Sem chuva desde outubro, os agricultores começam a se desesperar e pedem ajuda. Os ministros da agricultura de Portugal e da Espanha pedem medidas extraordinárias como as adotadas para combater a pandemia e o desvio de fundos de desenvolvimento rural para empresas em dificuldades. Além da queda de 30 a 40% nos recursos hídricos, apontam, há um aumento nos custos de produção: uma mistura dramática para a sobrevivência do setor. O pedido dos governos da Península Ibérica foi apoiado pela Grécia, Malta, Chipre, Polónia, Roménia, Croácia e Bulgária, mas o Comissário Europeu para a Agricultura Janusz Wojciechowski descartou uma intervenção extraordinária, preferindo esperar pela mudança das condições meteorológicas “que veremos o que podemos fazer quando houver mais clareza sobre o impacto geral e as mudanças nas condições climáticas”, disse. O executivo da UE, no entanto, fez referência ao fundo de solidariedade e ajuda estatal para atender às necessidades do setor.

Na Espanha, algumas hidrovias com meia capacidade

“De 1 de outubro de 2021 a 1 de fevereiro de 2022, as chuvas na Espanha, em todo o país, diminuíram 38% em relação à média dos últimos 30 anos no mesmo período. Estamos, portanto, diante de um período de seca, obviamente mais intenso no sul da península, na Andaluzia em particular, e na Extremadura”, declarou o ministro espanhol da Agricultura, Luis Planas, ao chegar à reunião dos Ministros da Agricultura que se realizou esta segunda-feira em Bruxelas.

Salientou que nas bacias do Guadiana e do Guadalquivir, a diminuição do caudal atinge os 60%.

Cooper Averille

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